A Dinastia Rothschild

Um breve estudo a respeito dos Rotschilds e outras famílias influentes.

Os Rothschilds (Rothschild se traduz como “o escudo vermelho“) são originários de Frankfurt. Não é por acaso que este é o maior centro financeiro da União Européia. É muito sugestivo também que Frankfurt seja a sede do Banco Central Europeu e de todos os principais bancos europeus e americanos.

A Bolsa de Valores de Frankfurt (um dos mercados de ações mais importantes do mundo) está alinhada com a “Deutsche Borse” de propriedade dos Rothschilds através de seu “Children’s Investment Trust” e “Atticus Capital“, por um lado, e seus ramos “Merrill Lynch “e” Fidelity Investments “, por outro. Além disso, o brasão de armas da cidade de Frankfurt é um escudo vermelho!

A família bancária dos Rothschild, pode traçar suas raízes até pelo menos 1743, quando Moses Amschel Bauer colocou o hexagrama vermelho sobre sua porta.

Esse também foi o ano em que seu filho Mayer nasceu na Baviera. Em 1760, Mayer mudaria o nome da família de Bauer para Rothschild.

Mayer Rothschild continuou o negócio de empréstimo de dinheiro de seu pai e também entrou no negócio de contratar mercenários para países estrangeiros em guerra, resultando em grandes lucros para a família.

Emprestar diretamente aos governos era o próximo passo lógico, principalmente porque era mais lucrativo do que emprestar aos indivíduos. Afinal, os impostos arrecadados por um país eram muito mais eficientes em pagar dívidas do que os lucros de um empresário em apuros.

Os Rothschilds tornaram-se cada vez mais ousados. Em 1785 eles tinham planos em andamento para iniciar a Revolução Francesa, mas quando esses planos foram descobertos pelas autoridades, foram expulsos da Baviera. O país chegou a mandar avisos a todos os principais estados europeus sobre os planos da dinastia, mas eles foram ignorados.

Sir Walter Scott, em seu renomado livro “A Vida de Napoleão”, claramente afirma que a Revolução Francesa foi financiada por agiotas europeus.

Partidários dessa teoria apontam para um seleto grupo de manda-chuvas estrangeiros manipulando os pivôs da revolução nas sombras do anonimato, exatamente como na Inglaterra. Com o tempo, os nomes de algumas dessas eminências pardas vieram à tona, como Moisés Mendelssohn (o responsável pela entrada do Iluminismo na França) e Adam Weishaupt (então Grão-Mestre das Lojas Maçônicas do Grande Oriente). Acredita-se que ambos tenham sido contratados por Mayer Rothschild para fazer da França o segundo de muitos estados comandados por um supra-governo de banqueiros internacionais. O primeiro passo foi paralisar a economia francesa em uma teia de dívidas utilizando sua influência política na Inglaterra, foi fácil para os Rothschilds arrastar a França para um estado de ruína pós-guerra.

Veio então a necessidade de empréstimos bancários. Os Rothschilds os concederam, mas foram sábios, o débito francês seria medido em ouro e prata, nenhum dos quais a França produzia. A dívida externa explodiu. A situação era passada de um administrador corrupto para o outro, nenhum dos quais tinha perícia ou interesse em solucionar a crise. Deflagraram então a Revolução Francesa, que, como os livros de história nos contam, exacerbou-se em sanguinolência escabrosa. Os líderes da revolta de ontem eram mortos pela multidão amanhã. Tendo o anonimato obsessivo dos banqueiros como pano de fundo nessa história, fica claro que a sucessão de mortes infundadas não foi produto acidental da histeria popular. G. Renier, em “A Vida de Robes Pierre”, conta que o último ídolo da revolução fez um longo discurso ao povo pontuado de acusações ao anoitecer da insurgência.

Discursou Pierre:

“Eu não ouso dar nome a eles nessa hora e lugar. Eu não ouso desmascarar esse mistério de iniqüidade. Mas eu posso afirmar com grande certeza que entre os autores dessa trama estão os agentes de um sistema corrompido e extravagante, o mais poderoso meio inventado por estrangeiros para derrocar a República. Eu me refiro aos apóstolos impuros do ateísmo, e da imoralidade que lhe serve de base.”

Às duas da madrugada daquela mesma noite, Robes Pierre tomou um tiro no rosto, e foi arrastado para a guilhotina ao romper da manhã seguinte. Isso foi em 1794. Em 1800, o Banco da França foi fundado. Não é difícil ver um padrão se formando, certo?

Os Rothschilds exaltaram o seu triunfo sobre a Europa antecipadamente. Com a Inglaterra e a França subjugadas, não haveria inimigo capaz de frear a era do capitalismo global. Mas uma nova força política competiria com essa visão. Napoleão reuniu os pedaços de uma França estraçalhada, e a inspirou a investir na maior de suas cruzadas imperialistas. Não devendo nada aos agiotas, ele era abertamente contra um banco central na França.

Em 1815, declarou:

“Quando um governo depende de banqueiros para obter dinheiro, eles, e não os governantes, controlam a situação, uma vez que a mão que dá está acima da mão que recebe. O dinheiro não tem pátria. Financiadores não têm patriotismo nem decência. Sua única meta é o lucro.”

Napoleão viu o perigo que todos ignoravam. Tanto que se negou a pedir empréstimos na hora de montar seu imenso exército expansionista. Em vez disso, ele vendeu um vasto território que a França possuía nos Estados Unidos da América para o então presidente Thomas Jefferson, no famoso episódio da venda da Lousiana.

Sem sombra de dúvida, o novo general extinguiria o Banco da França assim que pudesse atentar para assuntos domésticos. Napoleão provou ser um estrategista formidável. Ele levou seu nome até os confins da Europa, deixando uma trilha de exércitos dizimados para trás. Os Rothschilds, temerosos de sua independência, financiaram toda e qualquer nação que se opusesse ao general. A Inglaterra, a Prússia, a Áustria e finalmente a Rússia se endividaram seriamente na tentativa de detê-lo. Mas não conseguiram. Foi quando o ambicioso Nathan, então em seus trinta anos, decidiu tomar as rédeas da situação e encabeçou um plano que traria um fim à revanche francesa.

Ele pessoalmente contrabandeou um carregamento de ouro através da própria França, e o entregou diretamente nas mãos do Duque inglês de Wellington, que então desferiu o golpe mortal na campanha napoleônica. Os anais contam que Nathan se gabou da investida ostensivamente. Mas seu relacionamento com Napoleão era único, e eles ainda haveriam de se antagonizar novamente. Contra todas as expectativas, Napoleão escapou de Elba, e em 1815, pegou cinco milhões de libras emprestadas do banco francês Ouvard e voltou a liderar uma abundância de soldados desertores. Mas Nathan decidiu usar a situação para alcançar um objetivo que ele vinha almejando há muito tempo. Nathan colocou um amigo chamado Rothworth de vigia na batalha de Waterloo. Escondido próximo ao canal inglês, Rothworth assistiu o combate em tempo real, até ficar taticamente claro que Wellington extirparia Napoleão do mundo pela segunda e última vez.

O agente correu com a notícia, e a entregou a Nathan 24 horas antes do próprio mensageiro de Wellington. Nathan apressou-se para a bolsa de valores em Londres. Ele era o centro das atenções, todos sabiam do lendário sistema usado pelos Rothschilds para transmitir notícias. Se o exército de Napoleão tivesse triunfado, a França seria a mestra indiscutível de uma nova e submissa Europa. A moeda britânica seria devastada. Se a Inglaterra ganhasse, por outro lado, o cônsul multiplicaria seu valor. Será que os Rothschilds sabiam o resultado da batalha? Sem o menor sinal de emoção, Nathan e seus agentes começaram a vender. Sem parar. O valor do cônsul foi por água abaixo. Ficou óbvio na bolsa que ele sabia de Waterloo – Wellington deve ter perdido.

Com os nervos à flor da pele, e confiantes no diagnóstico dos Rothschilds, os investidores presentes se livravam do máximo de cônsuls possíveis por minuto, comprando ouro e prata a fim de reter uma parte de seus capitais. Após horas desse processo, um cônsul valia cinco centavos de dólar. Foi quando as ordens de Nathan para seus agentes mudaram. Ao invés de vender cônsuls, eles imediatamente compraram todas as unidades da moeda inglesa à vista por um preço que não valia nem o metal em que era forjada. Logo chegaram notícias dos couriers oficiais de Wellington. Napoleão não teve êxito. A Grã-Bretanha estava destinada à supremacia inquestionável do cenário político europeu. O cônsul atingiu valores cósmicos. Seu peso no mundo ocidental não parava de crescer enquanto a população absorvia a profundidade das mudanças acarretadas por Waterloo.

Cem anos mais tarde, o jornal americano New York Times publicaria uma reportagem contando que o neto de Nathan entrou com um processo jurídico para censurar um certo livro contendo essa história da bolsa de valores. Por quê? Napoleão perdeu a guerra, mas Nathan Rothschild ganhou a posse do Banco da Inglaterra. Era a sua meta desde o início.

Em 1791, os Rothschilds estavam estendendo seu alcance também para a América, onde convenceram Alexander Hamilton a fundar o primeiro banco dos Estados Unidos.

Em 1812 Mayer Rothschild morreu, mas sua família era grande o suficiente para continuar.  Ele tinha cinco filhos e cinco filhas e uma quantidade incomensurável de riqueza.

Mayer havia enviado cada um de seus cinco filhos estrategicamente para cada canto da Europa. Salomon foi para Viena, Carl foi para Nápoles, Nathan para Londres depois Paris e James o quinto filho de Amshel ficou em Frankfurt. Em menos de duzentos anos, os filhos e seus descendentes  subjugaram completamente os países ocidentais (Europa, Canadá e USA).

Seu poder econômico e visão de uma nova ordem mundial permaneceriam. Quando a Carta do Primeiro Banco dos Estados Unidos surgiu em 1811, o Congresso se recusou a renová-la.

Isso irritou os Rothschilds, que pediram que a América fosse trazida de volta ao “status colonial”. Usando dinheiro emprestado dos Rothschilds, a Inglaterra declarou guerra aos Estados Unidos, iniciando a Guerra de 1812.

A idéia era levar à falência a jovem nação, que tinha pouco dinheiro, principalmente porque 10.000 homens de repente tiveram que ser levantados para combater os exércitos invasores britânicos financiados por um grupo de banqueiros secretos, famintos por dívidas.

O Congresso foi capaz de fornecer o financiamento através de aumento de direitos aduaneiros, mas em 1813 as receitas seriam apenas US $ 17 milhões para o país, enquanto os custos seriam de US $ 36 milhões.

Os republicanos tinham o controle do Congresso e não queriam aumentar os impostos, o que significava mais empréstimos no valor de US $ 19 milhões. Em 1814, o país estava analisando outro déficit orçamentário de US $ 30 milhões e, em 1815, as estimativas apontavam para US $ 56 milhões.

Ficou claro que a guerra não poderia continuar e ambos os lados decidiram pela paz.

Foi então que ficou acordado que um Segundo Banco dos Estados Unidos seria criado. O Tratado de Ghent foi assinado na véspera de Natal de 1814 para consolidar o acordo.

Depois disso, a família Rothschild, centrada nas principais capitais financeiras da Europa, fez o possível para comprar todos os títulos do governo quando emitidos, vendendo-os à sua rede de corretores a um preço inflacionado, enquanto ainda pagava o preço inicial de oferta aos governos.

Eles encurralaram os mercados e viram sua riqueza crescer exponencialmente.

O historiador Niall Ferguson explica em seu livro The Ascent of Money (A ascensão do Dinheiro):

“À medida que seu número crescia de geração em geração, a unidade familiar era mantida por uma combinação de contratos periodicamente revisados entre as cinco casas e um alto nível de casamentos entre primos ou entre tios e sobrinhas.

“Dos vinte e um casamentos envolvendo descendentes do pai de Nathan, Mayer Amschel Rothschild, que foram solenizados entre 1824 e 1877, nada menos do que quinze eram entre descendentes diretos.” (Ferguson, p 88)

Os EUA emitiram muitos títulos durante a guerra de 1812, e os custos totais para a guerra foram de US $ 158 milhões para a jovem nação, com o exército e a marinha comendo US $ 90 milhões disso.

O custo total dos juros sobre o dinheiro emprestado chegou a US $ 16 milhões e os custos com veteranos de longo prazo totalizaram US $ 50 milhões.

Em vez de pagar a modesta dívida nacional de US $ 45 milhões que existia em 1812, o país agora estava considerando uma dívida nacional de US $ 127 milhões em 1815.

Para os Rothschilds, não importava se a guerra fosse ganha ou perdida, ou mesmo quem estava lutando. De qualquer maneira, haveria dívidas e juros sobre essa dívida, e eles lucrariam. As nações perderiam e os cidadãos sofreriam, mas os banqueiros teriam o seu lucro garantido.

Eles mantiveram seu caminho com os Estados Unidos, pois outro banco nacional foi criado, permitindo-lhes acesso irrestrito à oferta de moeda do país através de seu poder de controlar empréstimos e taxas de juros.

Levaria até 1835 para que a dívida nacional fosse liquidada completamente. Essa foi a primeira e a única vez que isso ocorreu.

Foi o presidente Andrew Jackson quem fez isso, e ele também foi a pessoa que “matou” o segundo banco Rothschild no país, o Segundo Banco dos Estados Unidos.

O Segundo Banco dos Estados Unidos tinha começado sob uma carta de 20 anos em 1816 e terminou em 1836.

Antes disso, Jackson tinha consolidado os restantes US $ 75 milhões de dívida detida pelos estados e fez tudo o que podia para pagá-lo o mais rápido que podia, privando os Rothschilds do interesse que eles achavam que eles mereciam.

Em retaliação pelo fechamento do banco por parte de Jackson, o agente de Rothschild, Nicholas Biddle, “cortou o financiamento para o governo dos Estados Unidos em 1842”, o que provocou uma recessão no país.

Jackson era um homem militar, foi um dos que venceram a Batalha de Nova Orleans nos últimos dias da guerra de 1812.

Ele sabia o que estava enfrentando, havia seguido o slogan de campanha de 1832: “Jackson and No Bank ”, orgulhava-se de“ matar o banco ”, como gostava de dizer sobre o seu veto de renovar o estatuto do banco.

“Vocês são um covil de víboras”, disse Jackson sobre os banqueiros.

Cabe aqui um parênteses para atentarmos quanto a crescente influência dos Rothschilds sobre a igreja católica nesta mesma época.

Em 1831, o Papa Gregório XVI pegou emprestado 400.000 libras dos Rothschilds, ou o equivalente a 43 milhões de dólares.

James de Rothschild “tornou-se o banqueiro oficial papal”, escreve Gerald Posner em seu livro God’s Bankers, e isso provou ser “uma tábua de salvação para a igreja”.

De volta à América, Jackson disse que “haveria uma revolução pela manhã” se as pessoas soubessem o que os banqueiros estavam fazendo com elas.

Em 1832, ele disse que os “acionistas estrangeiros” que controlavam nossa moeda eram “mais formidáveis e perigosos do que o poder naval e militar do inimigo”.

Isso resultou em uma tentativa de assassinato em 30 de janeiro de 1835, felizmente a arma do assassino não funcionou. A vontade de Jackson e seu desejo de ver o fim do banco de propriedade e controle de estrangeiros só se intensificaram.

O mesmo aconteceu com o país, e o sucessor de Jackson, o presidente John Tyler, também se recusou a assinar uma nova carta para o banco.

De volta à Europa, o Vaticano se tornou mais entrelaçado com os Rothschilds. Em 1848, o sucessor de Gregório, o Papa Pio IX, pegou emprestado 50 milhões de francos dos Rothschilds, o equivalente a US $ 10 milhões.

No final daquele ano, foi determinado que o Vaticano tinha 142 milhões de francos em dívida com os Rothschilds, ou cerca de US $ 30 milhões. Isso compreendeu 40% da dívida total da igreja.

Ao contrário dos papas, todos os presidentes americanos foram capazes de manter sua casa financeira em ordem, mesmo Lincoln quando ele ordenou a impressão de Greenbacks (moeda de papel) durante a Guerra Civil, em vez de pegar emprestado de bancos estrangeiros ou permitir outro em solo americano.

A lei da Moeda Nacional aprovada em 1863 criou mais um banco privado, desta vez sob o disfarce de emissão de war bonds (títulos de guerra). Lincoln disse durante sua segunda campanha presidencial que vetaria a lei, mas a bala de um assassino o levou antes que ele tivesse chance de cumprir o prometido.

Em 1899, a riqueza da família Rothschild era de 41 milhões de libras, o que “excedia a capital dos cinco maiores bancos alemães de ações conjuntas”, diz Ferguson. (Ferguson, p 88)

Ainda assim, eles ansiavam por mais. Todos os presidentes depois de Lincoln mantiveram a promessa de Jackson de não ter um banco, até que Woodrow Wilson tomou posse da Casa Branca em 1912.

No ano seguinte, o terceiro e atual Banco dos Estados Unidos se formou, o Federal Reserve, que foi aprovado com a lei da reserva federal em 23 de dezembro daquele ano.

O congressista Charles August Lindbergh, de Minnesota,  chamou esse ato  de “o maior crime de todos os tempos”.

O Federal Reserve era uma empresa privada e que não tinha reservas monetárias. Suas origens estão na crise bancária conhecida como o pânico de 1907.

O presidente Teddy Roosevelt havia assinado a Lei Aldrich-Vreeland em 1908 para estudar as causas do pânico de 1907. Daí veio a Comissão Monetária Nacional, encarregada de investigar o que causou esses pânicos bancários que estavam se tornando tão comuns na sociedade moderna. O resultado foi uma reunião secreta com os principais banqueiros da época, incluindo Benjamin Strong, assessor do JP Morgan e eventual primeiro presidente do Federal Reserve Bank de Nova York, em Jekyll Island, na Geórgia.

Também chamado de Clube dos Milionários, o clube foi fundado em 1886 e incluía algumas das famílias mais ricas do país, como os Morgans , Rockefellers e Vanderbilts .

Marcus Daly, de Montana, era membro, assim como o magnata das ferrovias e patriarca da Hi-Line de Montana, James J. Hill. O financista ferroviário EH Harriman era outro, e juntos esses homens se beneficiaram do dinheiro bancário dos Rothschilds quando se tratava de financiar suas operações e expansão.

Esses ricos industrialistas e banqueiros inventaram o Banco da Reserva Federal de Nova York, que se tornaria o banco líder do Sistema da Reserva Federal, a instituição e estrutura que foi elaborada ao longo desses três anos após o pânico de 1907.

O acontecimento de guerras a nível mundial era muito importante. Nada criava mais obrigações de dívidas de longo prazo do que a guerra, e nenhuma forma de dívida era mais segura do que aquela apoiada pelos contribuintes.

Todo o tempo, a nação sofreu e se endividou cada vez mais.

O Federal Reserve Act de 1913 foi assinado em lei por Woodrow Wilson em 23 de dezembro de 1913. Pela primeira vez em 135 anos, os Estados Unidos tinham um banco nacional.

Antes de Woodrow Wilson colocar a nação em guerra, o país tinha apenas US $ 3,6 bilhões em dívidas nacionais. Em 1918, esse valor era de US $ 14 bilhões e em 1919, US $ 27 bilhões.

As coisas se acalmaram depois disso e a dívida foi paga na década de 1920, para US $ 16 bilhões. O pagamento de juros de 2,5% chegaria a US $ 400 milhões por ano com esse nível de dívida, o sonho de qualquer banqueiro estava se tornando realidade.

A família Rothschild estava rapidamente se tornando um dos atores mais poderosos do mundo.

Já a Casa de Morgan pode traçar suas origens pelo menos até 1838, quando George Peabody, sócio de negócios dos Rothschilds, a fundou.

A Casa de Morgan nada mais era do que a ala americana do império bancário dos Rothschilds.

Quando Morgan assumiu o controle do ouro da nação em 1895, ele controlava o clima dos negócios. As fusões começaram a acelerar quando as empresas começaram a engolir umas às outras.

Em 1897, havia apenas sessenta e nove fusões, mas em 1899 havia 1.200, um aumento de 1.700%. Tudo isso permitiu que o poder das corporações e dos bancos que os financiavam se expandissem. Assim se criou as Oito Famílias.

As oito famílias são os Goldman Sachs, Rockefellers, Lehman, e Kuhn Loeb, de Nova York, que é o lado americano. O lado europeu é formado pelos Rothschilds de Paris e Londres, os Warburgs de Hamburgo, os Lazards de Paris e os Israel Moses Seifs de Roma.

Benjamin Strong foi o primeiro governador do Federal Reserve Board de Nova York, o mais poderoso de todos os bancos do Federal Reserve, e alguém intimamente aliado às oito famílias.

A criação do Federal Reserve em 1913 fundiu o poder das Oito Famílias ao poder militar e diplomático do governo dos EUA.

Se a dívida externa não fosse paga, os oligarcas poderiam agora enviar fuzileiros navais dos EUA para receber seu dinheiro. Morgan, Chase e Citibank logo formaram um sindicato internacional de empréstimos.

A família Kuhn Loebs era muito próxima dos Rothschilds.

A família Kuhn Loeb surgiu nesse cenário em 1785, quando a família se associou ao banqueiro Jacob Schiff e aos Rothschilds. O relacionamento Schiff / Loeb foi cimentado em 1865 através de casamento.

Em 1867, a Kuhn, Loeb & Co. foi fundada com Jacob Schiff no comando. A firma tinha sede em Ohio, mas mudou-se para Nova York e se deu bem no negócio de mercadorias.

Com o início da década de 1880, eles, como muitos em busca de investimentos fáceis, entraram no ramo de ferrovias.

Kuhn Leob tinha sido o banqueiro de Edward Harriman, um dos principais agitadores da indústria ferroviária americana. Depois de trabalhar com JP Morgan e James J. Hill, Schiff conseguiu ganhar o controle da Northern Pacific Railroad em 1901.

Em 1911 eles se uniram aos Rockefellers para assumir a Equitable Trust Company, precursora do Chase Bank.

Eles também fizeram uma parceria com os Warburgs durante esse tempo e se casaram com as famílias Goldman Sachs e Lehman.

A família Warburg era uma família bancária veneziana dos anos 1500, que ganhou destaque em 1814 depois de se unir aos Rothschilds.

A família Rockefeller pode traçar suas origens pelo menos até John Davison Rockefeller, que nasceu em 1839 em Nova York. A família acabou se mudando para Ohio, e foi lá que Rockefeller se envolveu com o petróleo em 1863.

Em 1870, a Rockefeller fundou a Standard Oil de Ohio com um investimento inicial de US $ 1 milhão, tornando-a a maior corporação do país.

Quando ocorreu o pânico de 1873, Rockefeller comprou muitos pequenos produtores de petróleo e em 1877 controlou quase 90% da produção de petróleo nos Estados Unidos.

Na década de 1880, a Standard Oil Trust foi formada e a empresa começou a se expandir no exterior, especialmente na Europa e na Ásia.

Os Rockefellers conseguiram atravessar os dias de fiabilidade da década de 1890, o Pânico de 1893, e seguiram firmes até o novo século. A Standard Oil era tão grande e tinha tantas ramificações, que era virtualmente impossível de ser detida.

Os Rockefellers também tinham enorme riqueza, e US $ 100 milhões foram canalizados para a Fundação Rockefeller em 1913 para “promover o bem-estar da humanidade em todo o mundo”.

A família Lazard entrou em cena em 1848, quando Alexandre, Lazare e Simon Lazard começaram a Lazard Frères & Co., uma empresa de Nova Orleans especializada em produtos secos.

Eles foram bem-sucedidos e em apenas alguns anos se ramificaram para Nova York e São Francisco. A família lucrou consideravelmente com a Guerra Civil Americana e mudou-se para o setor bancário antes de se ramificar para a França e depois para a Inglaterra.

A essa altura, o verdadeiro poder por trás do negócio era Alexander Weill, um primo da família.

Com o passar do tempo, essas “Casas de Lazard” tiveram muita influência e, como as outras famílias, começaram a construir conexões com outros poderosos empresários e industriais.

Foi em Paris que a conexão Rothschild foi feita, em 1897, quando a família Lazard se juntou aos Rothschilds.

Já Philip Lehman fundou o Lehman Brothers em 1850. A família Lehman pode traçar suas raízes pelo menos até a Baviera no início de 1800, mais especificamente até Abraham Lehmann, que era um comerciante de gado.

Em 1844, o filho de Abraham, Henry Lehman, veio para a América e se estabeleceu no Alabama. Em 1847, seu irmão Emanuel Lehman se aproximou e, em 1850, o irmão Mayer Lehman também. Esse foi o ano em que eles mudaram seu nome para Lehman Brothers.

Os irmãos entraram pesadamente no negócio de algodão e lucraram muito durante a Guerra Civil. Depois disso, mudaram-se para Nova York, em 1870, para iniciar a Bolsa de Algodão de Nova York.

Em 1906, a Lehman Brothers fez uma parceria com a Goldman, Sachs & Co., iniciando uma relação de décadas na compra de ações que provou ser extremamente lucrativa para ambas as famílias.

Samuel Sachs era muito amigo de Philip Lehman. A Goldman Sachs começou como um banco em Nova York em 1869.

Marcus Goldman tinha sido o homem por trás disso e, em 1882, sua filha se casou com Samuel Sachs. Por volta de 1885, a firma havia mudado seu nome para Goldman Sachs & Co. e começou a enriquecê-lo com produtos de papel.

Israel Moses Seiff, por sua vez, nasceu em 1889 na Inglaterra. Seu pai tinha vindo da Lituânia e prosperado nos negócios, dando ao jovem Seiff um bom começo.

De lá, a família Seiff entrou no setor bancário e foi fortemente ativa no movimento sionista para ver um estado judeu iniciado no Oriente Médio.

 

Continua…

 

Fontes / Bibliográfia:

xn--seteantigoshept-1jb.com

Sir Walter Scott, “A Vida de Napoleão”

Niall Ferguson, ” The Ascent of Money (A ascensão do Dinheiro)”

Gerald Posner, “God’s Bankers”

G. Renier, “A Vida de Robes Pierre